Paixões:
se há um problema nas pessoas que habitam o mundo, e eu acredito na existência deste problema, ainda que não disseminada, é a falta de paixão.
Não "o fogo que arde sem". O calor máximo é o calor de uma mão fria tocando o corpo não tão quente, é o calor máximo que a paixão emitiria. Para uma comparação, emitimos pouquíssima luz própria. E toda esta luz é a luz do calor.
A paixão de que falo não é a paixão do amor, ou d'outros aspectos teóricos da vida. É a paixão prática, comparável com a violência. A violência de quem agride, em defesa própria, mas a agressão que protege a ideia prole. O conceito. Muitas vezes, o ideal.
A paixão é inflexível. Do esquecer de dormir e comer, ou seja, algo mais essencial do que nossa nutrição do corpo. A paixão de que falo é agressiva. Pode causar dor. É uma explosão de pequenas proporções, uma explosão interna.
Um estouro nos dá o foco. Nos direciona para o que veremos sobre este mundo. Nos dá a projeção, a própria sensibilidade da paixão, a paixão é o que somos, diante dos nossos olhos.
e ele f
quarta-feira, 25 de junho de 2008
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